Brazilian Drug Dealer 3: o caos retrô nas favelas do inferno

 


O título completo já dá uma pista do tom absurdo da obra: Brazilian Drug Dealer 3: I Opened a Portal to Hell in the Favela Trying to Revive Mit Aia I Need to Close It. Lançado em setembro de 2025, ele foi desenvolvido pelo estúdio independente Joeveno e utiliza a engine ID Tech 2, a mesma que deu vida ao lendário Quake. Essa escolha não é por acaso: o jogo abraça a estética retrô dos anos 90, com gráficos crus, movimentação frenética e uma atmosfera ultraviolenta que remete diretamente aos shooters daquela época.

A ambientação é um dos pontos mais curiosos. Em vez de cenários futuristas ou militares, o jogo se passa em favelas brasileiras estilizadas, onde o surreal se mistura ao cotidiano. O jogador assume o papel de um traficante que, ao tentar realizar um ritual para reviver uma figura chamada Mit Aia, acaba abrindo um portal para o inferno. A partir daí, a narrativa se torna uma espiral de insanidade, com demônios invadindo becos, tiroteios contra criaturas grotescas e uma atmosfera que oscila entre o humor escrachado e o terror urbano.

O gameplay é rápido e caótico, com foco em movimentação constante, saltos e o famoso bunnyhop, que os fãs de Quake vão reconhecer imediatamente. A câmera é fluida e o combate, embora simples, é viciante. A irregularidade do terreno às vezes atrapalha, mas isso parece fazer parte da estética “descuidada” que o jogo abraça deliberadamente. Essa falta de polimento não é um defeito, mas sim uma escolha artística que reforça a sensação de estar em um universo marginal e imprevisível.

A trilha sonora merece destaque: invasiva, barulhenta e carregada de batidas eletrônicas e funk carioca, ela cria uma atmosfera intensa que combina com a paleta de cores saturada dos cenários. É um jogo que não tem medo de ser exagerado, tanto visual quanto sonoramente. Essa estética, que poderia ser considerada caótica demais em outros contextos, aqui funciona como uma assinatura própria, tornando a experiência memorável.

As críticas e comentários da comunidade refletem bem essa dualidade. Alguns jogadores descrevem o jogo como “um vício”, comparando-o a títulos cult que se tornaram memes na internet. Outros destacam o humor nonsense e a forma como o jogo consegue transformar elementos da cultura urbana brasileira em algo universalmente divertido. Há também quem veja nele um potencial para viralizar, justamente por ser tão diferente de qualquer outra coisa no mercado.

No fim das contas, Brazilian Drug Dealer 3 não é um jogo para quem busca realismo ou narrativa linear. Ele é uma experiência caótica, que mistura sátira social, estética retrô e uma boa dose de absurdo. É o tipo de título que desafia convenções e se coloca mais como uma obra de arte experimental do que como um produto tradicional. Para quem gosta de FPS clássicos e tem disposição para mergulhar em um universo insano e imprevisível, esse jogo é uma verdadeira pérola underground.

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