Durante o State of Play, algumas semanas atrás, vimos pela primeira vez o gameplay de Control Resonant rodando no PlayStation 5 Pro. O trailer foi breve e direto, mas apenas arranhou a superfície dos sistemas que o jogo traz. Agora, temos mais detalhes sobre como a experiência se expande em relação ao primeiro título.
De dentro para fora
Enquanto o primeiro Control explorava o isolamento dentro da Antiga Casa, Control Resonant inverte essa lógica. A história nos leva a Manhattan, em meio a uma devastação sobrenatural.
A cidade sofre ataques constantes: prédios se distorcem, a gravidade falha e ruas familiares se transformam em arenas instáveis. Muitos civis foram evacuados, mas o Departamento Federal de Controle (FBC) permanece ativo, tentando conter a crise em áreas cuidadosamente construídas.
Entre os novos personagens está Zoe De Vera, agente de campo do FBC e chefe de Dylan. A relação entre os dois — marcada por confiança e responsabilidade — é o coração emocional da narrativa. Para reforçar a imersão, o jogo introduz um sistema de diálogos dinâmico, que se desenrola naturalmente durante a exploração.
Manhattan como palco de escolhas
A cidade é dividida em regiões distintas, cada uma com atmosfera própria, confrontos e segredos. A proposta não é um mundo aberto cheio de tarefas repetitivas, mas sim áreas ricas em conteúdo significativo.
- Campanha principal: a jornada de Dylan.
- Missões de mundo: histórias independentes que expandem o universo.
- Atividades opcionais: confrontos, desafios ambientais, itens alterados e segredos espalhados pelo mapa.
O objetivo não é “zerar” o mapa, mas explorá-lo de acordo com seu estilo.
Combate em ritmo
O combate foi redesenhado para valorizar a expressão do jogador. A arma mutante Aberrante alterna entre formas primária e secundária, permitindo combos e finalizadores que podem ser personalizados em velocidade e alcance.
O sistema é baseado em ritmo:
- Golpes corpo a corpo restauram habilidades.
- Habilidades atordoam inimigos, abrindo espaço para execuções.
- Execuções aumentam temporariamente o dano corpo a corpo.
Esse ciclo recompensa agressividade e fluidez, mas também oferece suporte a estilos mais táticos, como composições com torretas de Mofo.
Moldando sua identidade
O progresso é centrado em especialização. Fora do combate, os jogadores acessam um espaço onírico ligado à psique de Dylan, onde podem moldar sua composição.
Três pilares sustentam esse sistema:
- Habilidades sobrenaturais adquiridas ao derrotar Ressonantes.
- Formas da Aberrante.
- Talentos que ampliam a sinergia entre ataques e poderes.
Nem tudo pode ser desbloqueado em uma única jogada, incentivando diferentes estilos e escolhas ao longo da campanha.
O que vem pela frente
Ainda há muito a ser revelado sobre a história, os personagens e as forças sobrenaturais que transformam Manhattan. Mas já está claro que Control Resonant se consolida como um RPG de ação completo, onde o ritmo alimenta a força, a especialização molda a identidade e a cidade se torna um campo de batalha surreal.



